2020: o ano que foi sem ter sido
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          2020 poderia ser definido como o ano que foi sem nunca ter sido, não acham?
 
A impressão que eu tenho é que não fiz nada(inclusive nunca mais atualizei esse blog….), mas ao mesmo tempo, foi um ano repleto, intenso, lotado… de sentimentos diversos como raiva, frustação, medo, euforia, saudades e também de descobrir pequenas alegrias, como dar uma volta na quadra ao ar livre, ir no supermercado e aprender a olhar TV.
 
 Por aqui, na minha vida pessoal e profissional,  foi um ano de encerramento de ciclos, aliás muitos deles, todos concentrados em um mesmo ano.
Já começou meio estranho…nos primeiros dias de janeiro, com diferença de um dia perdi dois para o cara lá de cima; o amigo Juarez e minha sogra, D. Rejane. Encerrou -se sofrimentos e vidas de pessoas que amamos, mas que mereciam mais do que a terra podia lhes dar, que Deus os tenha!
 
O ano de eventos prometia: vários casamentos, 15 anos, formaturas prontos para serem executados.
E então, entrou o mês de março com suas más notícias: nos trancaram em casa e ali ficamos por um bom tempo.
O mundo paralisou por medo de um ser vivo quase imperceptível, mas forte e arrasador, que levou muitas vidas e afetou todas as outras.
 
Todas as vidas viraram de cabeça pra baixo e as emoções uma eterna montanha russa: dias ruins, sem perspectivas, a insegurança financeira, nosso direito de ir e vir foi confiscado.
Os abraços, beijos e risadas se foram…
As saudades aumentaram.
 
Fomos obrigados a aprender a conviver nas pequenas famílias 24 horas por dia. E ao mesmo tempo, viramos professores, psicólogos, faxineiros, cozinheiros, mediadores, blogueiros, enfim, verdadeiros seres multitarefas!
 
E eu?    
Aprendi a chutar a gol; a fazer pão, feijão e  a limpar o chão até brilhar; fiz o bem, recebi o bem, confortei amigas e fui conformada. 
Tive dias tranquilos e outros que as lágrimas insistiam em aparecer; algumas vezes fui obediente, mas também fui rebelde a procura da minha liberdade.
 Fugi pra praia, para tentar encontrar a paz, me reenergizar e refletir.
Em todas as fugas, voltei mais forte, mas mesmo assim foi desafiador.
 
Me reinventei no trabalho, criei o Festa em Casa e assim fiz a roda girar fazendo gente feliz e sendo feliz!
Fiz lives, deu aulas online, realizar inúmeras reuniões via apps.
 Estudei, fiz cursos e Mentoria. 
Recebi carinho e bençãos de pessoas que não imaginava, mas que estavam ali, pertinho de mim. Recebi, aceitei e agradeci!
 
Sei que fiz diferença na vida de alguns: fui confidente, amiga, profissional e mãe em tempo integral. Vivi as minhas angústias e as deles: clientes, fornecedores, amigos, parentes, marido e filho.
 
😕Vi meu filho entrar na pré adolescência 24h dentro de casa, vi as dores e sofrimentos de ser filho único e ter que viver sem as primas, colegas e amigos; deixar os esportes pra trás e superar as dificuldades de ter aulas 100% online. Ciclos…que se encerram….ciclos que começam.
 
⭐E em setembro, meus tão esperados 50 chegaram e a minha festa e da minha grande amiga Guiga, ser também adiada….uma, duas vezes.
Sim, eu vivi os dois lados da moeda: fui profissional que parou de trabalhar e fui cliente, que teve seu sonho adiado.
Então aí, tomeu uma decisão: dia 22 de setembro de 2020 fiz  49+ 1, deixando os 50 para 2021🤗!
E assim o.ciclo dos 50 ainda não acabou!!!
 
❤️ Minha família encerrou um ciclo de 40 anos de Nova Tramandaí, de tantas alegrias, emoções e novas vidas.  E  logo em seguida,  encerrou-se o ciclo Gramado, de 30 e alguns anos também de felicidades e ótimos invernos e muitas histórias!
Foram finais programados, mas nem por isso menos importantes e doloridos, pois mudar sempre dói, nem que sejam pelas lembranças boas.
 
🌃Nesse redemoinho chamado 2020, deixei pra trás também os 10 anos de bairro Petrópolis e com certeza, iniciarei uma nova fase feliz e tranquila(e bem mais silenciosa), na velha e conhecida Chácara das Pedras(pra quem não sabe, morei 22 anos neste bairro).
 
😵Para completar vivi o mais louco medo desse ano: o mal falado COVID 19.
E aqui tenha uma CERTEZA: ninguém sai igual desse mal.
A gente aprende que não tem controle sobre nada nem ninguém, nem do nosso corpo.
 
E assim reforcei que a EMPATIA é o melhor remédio para esse mundo tão doente e que a falta dela torna as pessoas mais cruéis e sem noção.
Percebi que julgar o outro, não está com nada, ninguém sabe o tamanho da sua cruz, da sua dor, mesmo que nas redes sociais tudo seja cor de rosa.
Que esse vírus é traiçoeiro e não dá pistas…vem e se instala.
Por isso, cuidem-se!
Lavem as mãos…usem álcool gel e blá blá blá.
 
🌞Falando em ciclos, a Adriane Hummes Eventos entra 2021 renovada, com nova logo, novo símbolo e muita energia. 
E sabem que aqui, teve muita influência de 2020: meu humor sempre foi movido a energia solar, amo verão, amo praia, amo água, mas com o sol junto comigo. 
E nesse ano confuso, o sol me salvou muitas e muitas vezes de afundar, pois ele tem calor, tem energia, tras disposição e me faz sentir VIVA.
 
 
➡️Desafiador: assim resumo esse tão mal falado ano de 2020.
E posso afirmar: aceitei o desafio e venci!
Cheguei em 2021 com saúde e viva; mais madura, consciente e tranquila do que podia imaginar lá no início.
2020 me dei uma outra certeza: quero fazer muitas festas ainda na minha vida (para os outros e para mim).
2021 chegou e  estou pronta pra te viver!
 
E quero gente feliz do meu lado. 
Quem topa?
Feliz novos 365 dias!